18/10/2013

Entrevista com Madalena Daltro

O perfil da mulher atual, sempre confiante e inteligente é abordado de forma diferente por Madalena Daltro, autora com a qual tive a agradável oportunidade de conversar na 1ª Feira Literária de Valença. Seu livro, "Poesia Chick-Lit", pela Editora Multifoco, assim como mencionado no título, traz as questões da mulher bem resolvida em forma de poesia.
Madalena é graduada em Estudos Sociais com especialização em Reabilitação Ambiental Sustentável Arquitetônica e Urbanística, especialização em Ensino de História e Geografia e mestrado em  Gestão e Auditoria Ambiental.


Estante Insólita - Como é a criação da poesia voltada para a mulher moderna?

Madalena Daltro - É uma poesia mais objetiva, talvez não precise de tanta reclusão para ler, ou ter um dicionário do lado, pois todo mundo fala: “Eu não leio poesia porque tenho que ter um dicionário do lado”, então eu resolvi escrever com um vocabulário mais atual, mas sempre atenta ao fato de a palavra ter várias interpretações, mas se você conseguir dar uma, duas, três interpretações para ela já é melhor do que você precisar de um dicionário para ter uma interpretação, então ela é mais objetiva neste sentido, mas não significa que esteja dispensada de uma interpretação pessoal, de uma reflexão.

EI - Há diferença entre a criação da poesia tradicional e a criação da poesia Chick-Lit?

MD - Sim, tanto a escrita quanto o leitor. Eu sou uma mulher contemporânea, até no livro diz isso, do tempo do ócio criativo, então “bateu” a inspiração, a poesia vem como uma fotografia sem photoshop e eu não faço releitura, não mudo a palavra, só tenho um cuidado, que é com a pontuação para fazer o leitor participar e pensar: “Onde existe uma vírgula?”, “Onde há pausa?”, “Onde eu penso?”, “Onde eu entro?” Então eu tento deixá-lo mais livre na questão da pontuação. Tem um pouco de estresse também, eu não percebo o estresse na poesia tradicional, os problemas sociais se repetem e eu não sou uma mulher romântica, lírica, então talvez eu não passe isso que muitos poetas tradicionais passaram. Mas tem valores tradicionais, como no poema “A Tigela”, em que há a mulher em casa, que faz o bolo para o filho, apesar de eu me ver trabalhando fora, tem um valor da importância da mãe dentro de casa.

EI - De onde veio a ideia de criar a poesia para o gênero?

MD -  Muita gente falava: “Eu não gosto de poesia”, “Eu não entendo poesia”, então eu quis abrir para outro público que lê chick-lit, que sabe o que é, que é moderno, que está livre para falar que levou um “pé-na-bunda” e é empurrado para frente por ele, como diz o ditado contemporâneo, porque antigamente, ou você se afundava ou ia para o bar, beber, chorar, escrever poemas. Hoje não, a fila anda, é outra realidade. (Risos)

EI - O que você está escrevendo atualmente?

MD - Eu já escrevi o “Poesia Chick-Lit 2”, atualmente estou escrevendo um romance e quero dar uma pausa na poesia.

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